Howth e Croagh Patrick

 

Não foi difícil sobreviver a Rússia ou ao Mount Elbrus, difícil foi sobreviver a volta da rotina de Dublin e começar a procurar emprego.

Gastando mais do que o programado nas últimas 3 semanas de viagem (como já era esperado), estava completamente falido. Com dinheiro suficiente para sobreviver no limite por um mês, era hora de procurar emprego sério. Termino de atualizar meu currículo, imprimo 25 cópias e prometo a mim mesmo que entregaria 5 por dia, sendo assim em uma semana teria entregue todos os 25 e em uma semana já teria conseguido o emprego.

Só nos meus sonhos… haha.. Ainda mau acostumado com a Nova Zelândia, onde levava no máximo 2 semanas pra achar algo para fazer, mesmo que sendo bicos como pintura ou jardinagem, aqui não seria assim tão fácil.

Havia prometido que começaria 9 da manhã as buscas… ehhhh… 10am estava de pé, preparo o café da manha, tomo banho, aparo a barba, pego uma camisa emprestada com o Negger (amigo) e meio dia estava pronto para começar a caçada.

Começo pelos bares mais legais que costumava a frequentar por aqui. Sweeneys Bar, The Workman’s Club e Pygmalion. Nenhum deles estavam procurando ninguém, mas com esperança deixo meu currículo assim mesmo. No total foram entregue só três, dois a menos do que havia planejado, “mas havia começado tarde e tinha andado bastante né, amanhã entregarei 7 para compensar”.

 

No próximo dia, dessa vez acordando mais cedo e com sol entrando pela janela (o que é incrivelmente raro por aqui) Negger me convida para ir para Howth – um vilarejo de pescadores próximo com umas paisagens bonitas. Depois de relutar bastante, não foi preciso de muito para que ele me convencesse, “afinal de contas vai custar só 6 euros ida e volta, eu não conheço lá ainda e não é todo dia que o sol aparece”

Pegamos o trem e nos mandamos para Howth:

 

Depois de passar toda a tarde lá, não arrependido mas com a consciência pesando envio meu currículo para algumas vagas pelo Jobs.ie (como o Catho no Brasil).

 

Na manhã seguinte, agora sim procurando emprego como se deve procurar. Banho e café da manha tomado e 9am estava saindo de casa. Só voltaria para casa depois de ter entregue pelo menos uns 10 currículos. Foram longas caminhadas e já com aparência de cansado decido voltar para casa. Eram próximo das 3pm e com um total de 8 currículos entregues. Um bom progresso 😀

 

Decido tirar o próximo dia de folga para procurar apenas pelo Jobs.ie “afinal de contas ontem foi bastante produtivo”, mas esqueço que era sexta-feira e assim chega o final de semana. “Não se procura emprego de final de semana, né!?” hahaha…. estava tentando, mas havia uma força contraria inexplicável muito forte me bloqueado para voltar a trabalhar… hahaha =P

 

Segunda-feira chega, e Triona uma amiga irlandesa, me convida para ir subir o Croagh Patrick, a conhecida montanha sagrada da Irlanda e mesmo que racionalmente eu sabia que não deveria, eu não podia recusar haha…

 

Croagh Patrick:

No condado de Mayo no litoral oeste da Irlanda, com 764m de altura. Lugar que já estava planejando ir desde que que havia chego aqui.

 

Decidimos ir da forma mais barata possível. E “uma última viagenzinha não me mataria né!??” Pegamos o trem para Westport e ficamos hospedados com Airbnb na casa de um inglês, muito gente boa por sinal.

 

Na manha seguinte nos mandamos para a “escalada”. Trilha bem tranquila e demarcada apesar de bastante íngreme. Uma das trilhas mais populares da Irlanda acreditasse que é escalada por mais de um milhão de pessoas todos os anos, sem levar em conta o último domingo do mês de junho, conhecido como “The Reek Sunday”, tradicional dia da peregrinação onde mais de 25mil peregrinos fazem a escalada com muito deles inclusive descalço em forma de pagar promessas ou causas religiosas.

 

Apesar de estar bastante nublado ainda conseguimos ter uma boa vista no meio da escalada, que fez valer a pena todo o percurso =)

 

 

Depois de 4 horas de caminhada, ja na volta para o Airbnb decidimos arriscar uns 10 minutos pedindo carona que sem sucesso nos obriga a voltar caminhando mais uns 5km pela estrada.

Chegando de volta ao Airbnb tomamos banho rápido e pegamos o ônibus para Galway, cidade natal da minha amiga.

Apesar de ter ficado bem pouco tempo em Galway por ter me hospedado na casa dela e ser um pouco afastado do centro, gostei bastante. Quarta maior cidade da Irlanda, apesar de não aparentar nada grande com a população de 66mil pessoas e clima universitário.

 

Passo o dia por lá, aprendo como fazer panquecas no café da manha (o que mudaria minha vida depois disso… haha) e pego o último ônibus de volta para Dublin.

 

Beleza agora estava decretado oficialmente falência. Com menos de 300 euros na conta precisava arrumar um emprego e era AMANHÃ!!! Mas claro que não foi no dia seguinte, hahaha…. e você ficara sabendo como foi em breve, no próximo post =P

 

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